O secretário-geral disse esta sexta-feira que tomou conhecimento do acordo para o fim das hostilidades em Moçambique assinado pelo presidente Filipe Jacinto Nyusi e o líder do partido Renamo da oposição, Ossufo Momade.

Através do seu porta-voz, António Guterres emitiu uma nota na sequência da assinatura do documento que formaliza o fim dos confrontos entre forças do governo e do braço armado da Renamo, na quinta-feira.

Acordo foi negociado nos últimos anos. Coordenadora residente da ONU diz esperar que documento abra caminho para paz sustentável. Foto: ONU Moçambique

Desenvolvimento

Falando em Nova Iorque, o porta-voz do secretário-geral, Stephane Dujarric, destacou que o ato “é um passo adiante para a assinatura do acordo de paz definitivo na próxima semana”.

A nota reitera ainda que a ONU está com o país na implementação do acordo e no avanço da paz, reconciliação e desenvolvimento em Moçambique.

A coordenadora residente das Nações Unidas em Moçambique, Myrta Kaulard, esteve na assinatura do acordo em Gorongosa, no centro de Moçambique. Em nota, a representante felicitou a assinatura do documento negociado nos últimos anos.

Myrta Kaulard elogiou “ambas as partes por honrarem seus compromissos e por abrirem caminho para uma paz duradoura e sustentável”.

Eleições

Agências de notícias informaram que o entendimento entre os dois líderes acontece na mesma semana em que iniciou o processo de Desarmamento, Desmobilização e Reintegração dos membros da Renamo.

A Assembleia da República também aprovou um pacote legislativo de descentralização que prevê a eleição de governadores das 10 províncias nas eleições gerais de 15 de outubro. Antes, os governadores provinciais eram nomeados pelo chefe do Estado.

O governo moçambicano e a Renamo já assinaram em 1992 um Acordo Geral de Paz, que pôs fim a 16 anos de guerra civil, mas que foi violado entre 2013 e 2014 por confrontos armados entre as duas partes.



ONU Moçambique

Presidente da República de Moçambique, Filipe Jacinto Nyusi, e presidente da Renamo, Ossufo Momade, assinaram o documento na Serra da Gorongosa, no centro do país

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