O Conselho de Segurança expressou esta sexta-feira “grande preocupação” com o atual surto do vírus ebola na República Democrática do Congo, RD Congo.

A declaração presidencial, aprovada pelos 15 Estados-membros, afirma que “a doença pode se espalhar rapidamente, inclusive para os países vizinhos, possivelmente com sérias consequências humanitárias e com impacto na estabilidade regional.”

Ataques

O Conselho de Segurança “condena nos termos mais veementes todos os ataques e ameaças intencionalmente dirigidos contra pessoal médico e pessoal humanitário”, destacando o assassinato de profissionais de saúde, ataques a meios de transporte e equipamentos, hospitais e outros serviços médicos.

Segundo a nota, isso “dificulta seriamente os esforços de resposta e facilita a disseminação do vírus.” Os Estados-membros exigem o acesso seguro e desimpedido e lembram que os ataques são uma violação do direito internacional.

Cooperação

O Conselho reconhece o esforço do governo, agências e missão da ONU, União Africana, organizações humanitárias e doadores internacionais. Por outro lado, enfatiza a importância de fortalecer o apoio e o engajamento internacional, incluindo contribuições financeiras para a resposta, assistência técnica, cooperação científica e recursos humanos.

A nota desta ainda a necessidade dos países afetados e em risco trabalharem, de forma urgente, para melhorar prevenção, detecção e resposta a possíveis casos, além de implementar estratégias de vacinação.

No início de julho, a Organização Mundial da Saúde, OMS, declarou o surto como uma emergência de saúde pública de preocupação Internacional.

Até 28 de julho, tinham sido detectados 2.671 casos, que causaram a morte de 1.790 pessoas.

 

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